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  • Prof. Dr. César Steffen

Um cenário de despreparo

Pesquisa realizada pelo Instituto Península mostra que após quase 2 meses de quarentena e isolamento, a maioria esmagadora dos professores brasileiros não receberam suporte ou capacitação para ensinar à distância ou qualquer tipo de suporte emocional das escolas.


Pesquisa realizada pelo Instituto Península, organização social fundada pela família Abílio Diniz, apresenta dados preocupantes para o cenário da educação no Brasil, e agravados pelo momento de aulas presenciais suspensas.



A pesquisa , que tem sido desenvolvida em várias etaṕas desde o início da quarentena, mostra que 90% - isso mesmo, 90%, 9 em cada dez, a maioria esmagadora - dos professores nunca tiveram qualquer experiência ou contato com o EAD. A pesquisa também aponta que 55%, ou mais da metade dos professores em atividade, não tiveram qualquer formação, capacitação ou treinamento para lecionar pelo EAD. Isso se apresenta em um momento em que a maioria dos estados Brasileiros já está a quase dois meses sem aulas presenciais em todos os níveis, e que o EAD toma conta de todas as ações e estratégias de ensino em todos os níveis.

Isso gera, como era de se esperar, professores estressados, sobrecarregados, inseguros com suas atividades, e sem qualquer apoio emocional das instituições. Basta uma rápido pesquisa nas redes sociais mais populares e não será difícil encontrar relatos de professores insatisfeitos com o atual momento. O impacto no emocional tem se mostrado grande nestes tempos, com suas consequências. Sobram casos de professores utilizando seus equipamentos e improvisando soluções caseiras para dar aula, comprando ou pagando mensalidades de softwares, e tendo que recorrer a aulas no YouTube ou outras plataformas para aprender a captar e editar vídeos, organizar aulas, estruturar o plano de ensino e as aulas, e mais. E tudo por conta própria, a maioria das escolas, faculdades e universidades não estão conseguindo - e algumas nem tentando - ajudar ou capacitar os professores. Surgem daí outros problemas, como a utilização de redes sociais que já são conhecidas, e por isso bem mais fáceis de manejar, para manter e controlar o acesso de alunos aos conteúdos, em ambientes não desenhados para essa tarefa, e sem a segurança necessária para que estas atividades possam ser desenvolvidas. A privacidade de professores e alunos fica, claro, ameaçada. Mas, por outro lado, o maior envolvimento dos pais com as atividades e o ensino dos filhos tem trazido um maior consciência sobre o trabalho da educação, e valorização, do papel e da importância do professor. Um dado positivo neste cenário confuso e de dúvidas e ansiedade em todos os lados. César Steffen

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