Buscar
  • Prof. Dr. César Steffen

Avaliação na EAD - por onde começar?

A avaliação é um momento muito importante no processo de ensino-aprendizagem. Na EAD essa importância se reforça e até cresce, principalmente se observarmos que trata-se de uma oportunidade de resgatar conteúdos, informações e conceitos que não foram totalmente compreendidos pleo aluno.


As oportunidades de avaliação na EAD são múltiplas, e podem ser feitas com a mesma organização que no presencial. Seminários, debates, e outros são possíveis de realização. Mas, claro, isso depende muito da modalidade, das regras da instituição de ensino, e do tamanho da turma, e deve estar ligado direta e intimamente aos objetivos e metas da disciplina e curso.


Na modalidade híbrida é importante atentar para as exigências e metodologias da IES. Já tive contato com IES que exige presença online, com IES que não exige, e com IES que pede, ao menos, um instrumento na EAD e outro ou outros no presencial. Então, atenção aos detalhes para não fugir dos processos e procedimentos estabelecidos.


Bem, no que tange a avaliação pelas ambiente EAD, as LMS, sei e vejo muitos professores desconfiados e até mesmo receosos com o processo de avaliação, temerosos de plágios, colas, e até mesmo com a segurança dos dados e informações nas bases.


Então, vamos começar citando que as técnicas e ferramentas de segurança para provas online tem evoluído muito, e ofertado níveis de segurança iguais e até maiores do que as possíveis nas avaliações presenciais.


Vou contar uma história rápida: eu mesmo já fiz uma prova de um curso livre EAD em que a câmera do meu notebook teve que ficar ligada (imagem 10) e me filmando todo o tempo, e o microfone ficou aberto também, de forma a evitar que eu me comunicasse com alguém durante a prova. Aliás, era exigência para fazer a tal prova que o equipamento tivesse câmera e microfone, do contrário eu não poderia fazer.

Imagem - tela de prova online com acompanhamento do aluno (definição baixa porque foi obtida da tela do notebook com o celular, pois não era permitida a captura).

Fonte: obtida pela autor.


Além disso, eu podia ter apenas uma aba do navegador aberta, a da prova, e se o mouse saísse da área da prova ela era automaticamente fechada (sim, claro que eu testei) e recomeçava quando eu solicitasse.


E já vi várias outras soluções semelhantes e até mais avançadas. Claro que sempre poderão surgir formas de burlar a segurança - a criatividade das pessoas é ilimitada. Mas é importante saber que as técnicas e tecnologias de segurança estão evoluindo com cada dia mais força e segurança.


Da mesma forma, todos os LMS permitem a adição de ferramentas de verificação automática de plágio, basta a IES configurar. Como funciona? Digamos que seja solicitado ao aluno um pequenos ensaio de 1 ou 2 laudas.


Quando ele posta, o sistema automaticamente verifica se há plágio, e quando o professor acessa para fazer a avaliação recebe automaticamente um relatório com a análise.


É possível inclusive estabelecer parâmetros para que o trabalho seja automaticamente rejeitado - o que eu particularmente não gosto de usar, pois prefiro verificar o que ocorreu, colocando um olhar humano. Mas, claro, é uma escolha de cada professor.


A questão da segurança não é, portanto, algo com que o professor deva ter foco. A Instituição certamente estará atenta para promover um ambiente que atenda às ferramentas que está utilizando.


O foco deve estar em qual o formato adotar, como estruturar a avaliação de forma a que corresponda a uma oportunidade real de avaliação e também de aprendizagem para o aluno.


Novamente entra aqui a metodologia da instituição. Na maioria absoluta dos casos que conheço, as provas são feitas de questões fechadas, de múltipla escolha, que permitem avaliação e geração de notas automática. Mas há outras que mixam, com questões diferentes, algumas objetivas e outras discursivas.


E é importante recordar que o feedback, o retorno para o aluno é muito importante, consistindo em uma oportunidade de aprendizado importantíssima no processo de formação, e todos os sistemas têm na formatação das questões um campo para dar retorno ao aluno.


Então, valorize os campos de resposta e de retorno no ambiente. Mesmo que a resposta esteja certa, coloque algo que reforce o conteúdo, como a referência de um autor ou mesmo a página do e-book onde estava o conteúdo da questão, e o que mais for conveniente. Ou simplesmente um incentivo pela resposta correta.


Para a resposta incorreta isso se torna mais importante ainda, pois trata-se da chance de resgatar o conteúdo e o aprendizado do aluno. Já vi professor copiando o trecho do e-book para dar retorno, e isso é válido, sim, assim como indicar em qual vídeo-aula o tema foi tratado, citar os autores que constroem o conceito cobrado, e mais.


Conheço Instituições que exigem que o professor justifique, explique todas as alternativas, estivessem certas ou erradas. E isso é ótimo, pois o ambiente fica preparado para atender a todas as demandas e esclarecimentos para o aluno, não só ampliando as oportunidades de aprendizado, mas também reduzindo o tempo de ocupação do professor e da tutoria na correção ou mesmo em contestações dos alunos.


Resumindo: analise os objetivos da disciplina, os formatos e regras da instituição. Mas também ofereça para o aluno a oportunidade de aprender com seu erro. Entregue para ele caminhos que permitam construir o seu processo de entendimento do ponto. Se você não tem contato direto, imagine o que falaria para este aluno se estivesse em sala de aula, e ajude ele a compreender e avançar.


Prof. Dr. César Steffen.



21 visualizações
 
  • Instagram
  • Facebook

©2020 por EAD Sem Mistérios.