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  • Prof. Dr. César Steffen

As questões padrão ENADE (1)

Atualizado: Set 16

Os professores, sejam da EAD, da híbrido ou da presencial, tem sido demandados a geração de questões avaliativas no padrão de formatos ENADE. Neste post começamos a explicar o que é e como produzir estas questões.


Muitas instituições têm demandado dos professores a construção de questões conforme a estrutura e o padrão ENADE. Isso se deve ao fato de que a legislação vem avançando e, atualmente, todos os alunos graduandos devem prestar o ENADE, sendo a nota geral um dos itens de composição da nota da instituição junto ao MEC. Esses resultados de avaliação dos alunos podem trazer repercussões negativas para a Instituição se os alunos tiverem um baixo desempenho.

Assim, ao realizar avaliações neste padrão o aluno chega ao exame mais preparado e qualificado, habituado aos formatos aplicados no ENADE de sua área. Mas isso gera dúvida nos professores, especialmente no que tange a geração de questões que estejam adequadas dentro deste padrão.


Para isso, é muito importante, antes de tudo, conhecer as bases de formação de questões, o que é exigido e como uma questão acaba em sua formatação demandando um tipo de cognição específica dos alunos. E isso fica claro quando se conhece a Taxionomia de Bloom.


Começando com um pouco de história para contextualizar. Em 1956 formou-se uma comissão por diversas universidades norte-americanas, lideradas por Benjamin S. Bloom, que objetivava compreender os processos educacionais. Do trabalho desta comissão surgiu a organização hierárquica dos objetivos educacionais, ou Taxionomia de Bloom, que dividiu e organizou a aprendizagem em três domínio principais:


Cognitivo: a aprendizagem intelectual;

Afetivo: valores e sentimentos;

Psicomotor: habilidades do corpo.


Cada nível é mais complexo que o anterior, e nem todos são atendidos pelo ensino tradicional, que se foca e consegue atender mais claramente o domínio cognitivo.

Em sua base e tratando do cognitivo, a teoria enseja que o indivíduo somente consegue aplicar um conceito após conhecê-lo. Dessa forma, a taxionomia oferta elementos para que seja possível observar, classificar e aplicar os domínios desejados como objetivos no interior do processo educacional.


Isso nos leva diretamente a compreender que diferentes níveis e tipos de conhecimento e formas de aprendizagem levarão a construção de diferentes tipos de questões, com características e estruturas diferentes e diferenciados entre si, abarcando formas diferenciadas de abordar e construir o questionamento.


Para isso, há uma teoria denominada SOLO - Structure of Observing Learning Outcome, ou estrutura do resultado da aprendizagem observada (tradução livre) que fornece subsídios para orientar a construção das questões e sua forma de avaliar.


Objetivamente, a SOLO estabelece níveis diferentes de verificação da qualidade do aprendizado, orientando a construção de questões que exigem diferentes tipos de habilidades cognitivas, envolvendo diferentes níveis de cobrança de competência e os diferentes níveis de habilidade cognitivas (imagem abaixo).

Fonte: extraído de Biggs e Collins, 1982.


Então, conhecidas as bases conceituais que orientam o desenvolvimento das questões ENADE, vamos tratar de como fazê-las. Mas esse assunto ficará para o post da semana que vem.


Prof. Dr. César Steffen.


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